O Arcadismo insurgiu-se contra os exageros do Barroco, produzindo ma poesia que retornou à simplicidade e equilíbrio clássicos e renascentistas. No Brasil, ocorreu um entrosamento acentuado entre vida intelectual e preocupações político-sociais: o selvagem foi valorizado, houve uma visão crítica da política colonial e um crescente nativismo. Pela primeira vez, desde "o descobrimento", o momento histórico permitiu a existência de uma relação sistemática entre escritor, obra e público, preparando o campo para a Era Nacional de nossa literatura.
Os princípios básicos do Arcadismo:
Fugere urbem (Fugir da cidade) em busca do locus amoenus (lugar ameno, aprazível); o poeta voltava-se para a natureza, para o campo à procura de uma vida simples, bucólica, long dos centros urbanos (todos os nossos poetas árcades, no entanto, foram urbanos, intelectuais e burgueses, daí falar-se em fingimento poético que se concretiza no uso de pseudônimos pastoris).
Carpe diem (Aproveita o dia): máxima do poeta latino Horácio com a qual o poeta convida a aproveitar o momento presente (este foi também um dos temas preferidos do Barroco).
Inutilia truncat (cortem-se as inutilidades): os árcades queriam cortar todos os excessos barrocos, por isso usavam palavras simples, períodos curtos e mais comparações que metáforas.
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